Consumo muda e desafia estratégias do setor arrozeiro
As famílias estão menores, as refeições fora de casa ganharam espaço
Foto: Pixabay
As mudanças no comportamento dos consumidores têm ampliado a pressão sobre diferentes setores para rever produtos, formatos de venda e formas de comunicação. Segundo Sergio Cardoso, analista da cadeia de arroz, essa transformação também exige uma reflexão mais profunda do setor arrozeiro sobre a maneira de apresentar e comercializar o produto.
Enquanto grandes empresas de alimentos, bebidas, varejo e serviços ajustam porções, embalagens, canais e estratégias diante dos novos hábitos, parte das discussões ligadas ao arroz ainda permanece concentrada em produção, preço, volume e na tradicional embalagem de cinco quilos. Para o analista, esses temas seguem importantes, mas já não são suficientes diante das mudanças no perfil de consumo.
As famílias estão menores, as refeições fora de casa ganharam espaço e aumentou a presença de aplicativos de entrega e alimentos prontos. Ao mesmo tempo, dietas com menor consumo de carboidratos e o uso das chamadas canetas emagrecedoras também fazem parte de um cenário em que o consumidor busca mais praticidade, saúde, conveniência e informação.



Na avaliação de Cardoso, reduzir o preço do arroz pode gerar aumento momentâneo no volume vendido, mas não seria capaz de resolver uma questão estrutural de consumo. A adaptação passaria pela discussão de porções menores, novas embalagens, refeições prontas, produtos com maior valor agregado, comunicação nutricional, presença digital e criação de novas ocasiões de consumo.
O analista considera que o arroz continua sendo um alimento relevante, mas entende que parte do setor ainda trabalha com conceitos antigos para apresentar e vender o produto. No canal Pampa Gaúcho, Cardoso tem levantado questionamentos sobre mercado, indústria, consumo e alternativas para modernizar a cadeia e aproximá-la da realidade dos consumidores.












