China suspende novos frigoríficos brasileiros após reabilitar plantas
Autoridades chinesas suspenderam unidades da JBS, Prima Foods e Frialto após identificarem resíduos considerados fora dos padrões sanitários do país
Dois dias após o Brasil obter a reabilitação de três plantas frigoríficas junto às autoridades chinesas, o setor pecuário voltou a ser impactado por novas restrições impostas pelo principal destino da carne bovina brasileira.
A China anunciou a suspensão temporária das licenças de exportação de três frigoríficos brasileiros habilitados a vender carne bovina ao mercado chinês. A decisão atinge unidades da JBS, Prima Foods e Frialto.
De acordo com a Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC), foram suspensas as habilitações da unidade da Prima Foods, em Araguari (MG), da Frialto, em Matupá (MT), e da JBS, em Pontes e Lacerda (MT).
As autoridades chinesas apontaram a presença de resíduos ligados ao uso de hormônios sintéticos aplicados como medicamento veterinário no gado. O uso dessas substâncias não é permitido pelas regras sanitárias do país asiático.
A medida, segundo o Globo Rural, já vinha sendo aguardada por integrantes do setor exportador. A comitiva do ministro da Agricultura, André de Paula, recebeu a comunicação oficial das autoridades chinesas na terça-feira (19), com previsão de entrada em vigor no dia seguinte.
Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou que o assunto está sendo tratado tecnicamente entre os governos do Brasil e da China, com acompanhamento do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
“O Brasil possui um dos sistemas de controle sanitário mais rigorosos e reconhecidos internacionalmente, com monitoramento contínuo ao longo de toda a cadeia produtiva e atuação permanente do Serviço de Inspeção Federal (SIF). As cargas apontadas pelas autoridades chinesas já estão sendo tratadas conforme os protocolos sanitários estabelecidos entre os dois países”, afirmou a entidade.

Segundo a Abiec, a suspensão possui caráter preventivo e temporário, com foco na rastreabilidade da matéria-prima e na adoção de medidas técnicas pelas empresas envolvidas e pelos órgãos competentes.
“O tema segue sendo tratado no âmbito técnico entre Brasil e China, com vistas à rápida normalização da situação”, concluiu a associação.
A entidade acrescentou ainda que as demais unidades habilitadas seguem operando normalmente, sem impacto no fluxo das exportações brasileiras de carne bovina para a China.








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