Feijão preto mantém estabilidade no mercado

Preço do feijão carioca cai até 24porcento em Minas Gerais

Feijão preto mantém estabilidade no mercado
ilustrativa

O mercado brasileiro de feijão registrou mudança no comportamento dos preços com o avanço da colheita das áreas irrigadas do Cerrado, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, por meio do Índice Cepea/CNA. O aumento da oferta de feijão carioca pressionou as cotações, principalmente em Goiás e Minas Gerais, enquanto o mercado de feijão preto permaneceu mais estável, sustentado pela oferta limitada, apesar da demanda enfraquecida.

De acordo com a análise, a expectativa para o curto prazo é de continuidade da pressão sobre os preços do feijão carioca, enquanto o feijão preto deve seguir com oscilações moderadas, acompanhando o comportamento da demanda e da reposição de estoques.

No segmento de feijão carioca de notas entre 9,0 e 12,0, o avanço da colheita nas áreas irrigadas do Cerrado ampliou a oferta e pressionou os preços. Conforme o Índice Cepea/CNA, entre 16 e 23 de julho as cotações recuaram, em média, 17%, refletindo a maior disponibilidade do produto, a postura cautelosa dos compradores e a necessidade de liquidez dos produtores.

As maiores quedas ocorreram no Sul/Sudoeste de Minas Gerais, com retração de 19,53%, e no Leste Goiano, onde os preços recuaram 18,24%. Segundo o Cepea/CNA, a tendência é de manutenção da pressão sobre as cotações, condicionada ao avanço da colheita e ao ritmo da demanda.

O feijão carioca de notas entre 8,0 e 8,5 também acompanhou o movimento de desvalorização observado nos grãos de melhor qualidade, registrando queda média de 15% na semana.

Segundo a análise, a redução dos preços do feijão de padrão superior diminuiu a diferença entre as categorias e pressionou os lotes intermediários. As menores variações foram registradas no Paraná, onde a oferta permanece mais restrita, com recuos de 4,69% na Metade Sul e de 7,55% em Curitiba.

Já o Sul/Sudoeste de Minas Gerais apresentou a maior retração, de 24,09%, influenciada pelo aumento da oferta regional. Para o Cepea/CNA, o cenário deve permanecer no curto prazo enquanto avançar a colheita no Cerrado.

No mercado de feijão preto tipo 1, o comportamento foi mais estável em comparação ao carioca. Com a colheita encerrada no Paraná, a oferta de grãos de melhor qualidade continua limitada, mas a demanda enfraquecida restringe o ritmo dos negócios.

Na semana, os preços do feijão preto recuaram, em média, cerca de 2%, com destaque para a estabilidade observada no Oeste Catarinense, que registrou alta de 0,52%, e para a queda de 5,72% em Itapeva (SP). Segundo o Cepea/CNA, a tendência é de estabilidade, com oscilações pontuais condicionadas à reposição dos estoques e ao comportamento da demanda doméstica.