Exportações de carne bovina perdem ritmo em julho

Tarifa chinesa freia vendas externas de carne

Exportações de carne bovina perdem ritmo em julho
ilustrativa

As exportações brasileiras de carne bovina in natura perderam força em julho e podem registrar o menor volume mensal de 2026, segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (27). Até a quarta semana do mês, o Brasil embarcou 195,21 mil toneladas do produto, com média diária de 10,85 mil toneladas, volume 9,91% inferior ao registrado no mesmo período de julho de 2025, conforme dados da Secex.

O Imea informa que, caso o ritmo seja mantido ao longo dos 23 dias úteis de julho, os embarques devem alcançar 249,44 mil toneladas. A entidade atribui o desempenho ao esgotamento do limite da salvaguarda chinesa, que elevou a tarifa sobre novos embarques e reduziu o fluxo das exportações destinadas ao principal comprador da carne bovina brasileira.

De acordo com o instituto, a dependência do mercado chinês amplia os impactos dessa mudança. No primeiro semestre de 2026, a China respondeu por 50,07% das exportações brasileiras de carne bovina, cenário que levou parte dos frigoríficos voltados ao mercado externo a diminuir o ritmo de compra de animais e, em alguns casos, adotar férias coletivas, reduzindo a atividade ao longo do mês.

Apesar da queda no volume embarcado, o preço médio da carne exportada permaneceu elevado. Segundo o Imea, a tonelada foi negociada, em média, a US$ 6.368,89, valor 14,77% superior ao observado em julho de 2025. Para a entidade, esse resultado indica que as cotações internacionais continuam em um patamar favorável e ajudam a compensar parte da retração nas exportações.