Frigoríficos forçam mais queda e boi gordo recua R$ 2/@ no mercado paulista
Valor do animal sem padrão-exportação caiu para R$ 353/@ no mercado paulista, enquanto o “boi-China” ficou cotado em R$ 358/@ (valores no prazo)
Nesta terça-feira (12/5), a Scot Consultoria, que acompanha diariamente os negócios em mais de 30 praças pecuárias, identificou queda de R$ 2/@ nos preços do boi sem padrão-exportação e do “boi-China” negociados no mercado de São Paulo, que agora estão valendo R$ 353/@ e R$ 358/@, respectivamente (valores brutos, no prazo).
Pelos dados da Agrifatto, no mercado paulista, o animal terminado “comum” está cotado em R$ 350/@, no prazo, e o “boi-China” é negociado por R$ 360/@, e a média da arroba nas outras 16 regiões monitoradas diariamente se estabilizou em R$ 339,45 (valores com pagamento a prazo).
“Apesar da melhora nas vendas de carne no mercado interno em relação à semana passada e do bom desempenho das exportações, a oferta de gado segue crescente e o volume disponível tem atendido à demanda, sem excedentes”, relata a Scot, referindo-se ao mercado de São Paulo.
Com isso, as escalas de abate entre os frigoríficos paulistas avançaram para níveis confortáveis, para 10 dias úteis, acrescenta a consultoria.
Segundo apuração da Agrifatto, o mercado físico do boi gordo iniciou a semana em ritmo cadenciado, com manutenção das referências nas principais praças.
“Embora maio enfrente uma forte pressão baixista sobre os valores da arroba, ainda apresenta um comportamento heterogêneo”, observa a consultoria.
Nos Estados de Minas Gerais e de Goiás, diz a Agrifatto, a seca avançou com maior intensidade, resultando em perdas de qualidade das pastagens naturais.
Por sua vez, continua a consultoria, em praças como Tocantins, Pará e Rondônia, as indicações firmes para o boi gordo seguem sustentando os atuais níveis de preço no curto prazo.
Na avaliação da Agrifatto, os fundamentos do mercado permanecem praticamente inalterados.
“Frigoríficos com escalas mais confortáveis mantêm aquisições compassadas, sem necessidade imediata de recomposição e atentos a oportunidades em patamares mais baixos”, diz a consultoria, acrescentando que algumas unidades chegaram a ficar fora das compras no início da semana, avaliando estratégias para o curtíssimo prazo.

Em contrapartida, afirma a Agrifatto, as plantas com programações mais curtas seguem mais atuantes, absorvendo lotes menores dentro das referências defendidas pelos pecuaristas.
Ainda de acordo com os analistas da consultoria, as movimentações mostraram um mercado dividido entre a perspectiva de continuidade das exportações brasileiras em volumes elevados e a expectativa do viés baixista no mercado doméstico nesta segunda quinzena do mês, devido ao menor poder aquisitivo da população após o esgotamento dos salários recebidos no início de maio.
“Enquanto frigoríficos seguem seletivos nas compras de boiadas gordas, a arroba ainda encontra suporte importante no bom desempenho das vendas externas”, ressaltam os analistas.
Do lado doméstico, a possível remoção de tarifas de importação pelos EUA pode ajudar o Brasil a reduzir sua dependência do mercado chinês e ampliar as vendas para os norte-americanos, acrescenta a Agrifatto.








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