Boi gordo: confinamento garante escalas e oferta curta gera altas pontuais
Animais de confinamento ajudam frigoríficos a preencher as escalas, enquanto a oferta curta no spot gera altas pontuais. Ouça a análise do Bom Dia do Boi CEPEA desta quinta-feira (3/9).
Confira a íntegra da edição desta quinta-feira (3/9) do Bom Dia do Boi CEPEA:
Confinamento ajuda a garantir escalas dos frigoríficos
O mercado do boi gordo manteve nesta quarta-feira (2/9) o cenário observado nos últimos dias, com baixa liquidez, preços firmes e oferta restrita de animais prontos para abate. Apesar da escassez, a demanda no mercado spot não tem sido suficiente para provocar uma valorização generalizada da arroba.
Um dos fatores que ajudam a explicar esse comportamento é a presença dos animais de confinamento nas escalas dos frigoríficos. Em plena estiagem, boa parte desses bovinos chega às indústrias por meio de negociações previamente programadas e contratos, reduzindo a necessidade de compras no mercado spot e permitindo que as escalas sejam preenchidas sem grandes alterações nos preços.
Ainda assim, a baixa disponibilidade de animais para negociação imediata abriu espaço para reajustes pontuais em algumas regiões.
Oferta restrita provoca altas pontuais na arroba
Em Cuiabá (MT), a baixa disponibilidade de animais prontos para abate possibilitou alta pontual de R$ 5/@ tanto para machos quanto para fêmeas. Alguns pecuaristas continuaram resistentes aos valores oferecidos pelas indústrias.
Os negócios com boi gordo ocorreram entre R$ 320 e R$ 325/@, com lotes pontuais negociados a R$ 330/@. As escalas de abate permaneceram curtas, variando de dois a sete dias.
Em Campo Grande (MS), houve interesse de compra por parte dos frigoríficos, mas a oferta restrita limitou o volume de negociações. Os preços do boi gordo permaneceram firmes entre R$ 340 e R$ 345/@, enquanto as escalas variaram de seis a 14 dias.
No Estado de São Paulo, a liquidez diminuiu nesta quarta-feira (2/9). Parte dos compradores ficou fora do mercado após abastecer os estoques no dia anterior, reduzindo a necessidade de novas aquisições.
Mesmo com o menor ritmo de negócios, os preços permaneceram firmes. O boi gordo foi negociado entre R$ 340 e R$ 345/@, com lotes pontuais chegando a R$ 350/@. As escalas de abate variaram entre três e dez dias.

Cotações do boi gordo – 2/9/26
Confira os preços da arroba no levantamento diário da Agrifatto e da Scot Consultoria

Veja abaixo as cotações do boi gordo desta quarta-feira (2/9), conforme levantamento diário da Agrifatto:
SÃO PAULO:
Boi comum: R$ 350,00.
Boi China : R$ 350,00.
Média: R$ 350,00.
Vaca : R$ 325,00.
Novilha: R$ 335,00.
Escalas : seis dias.
MINAS GERAIS:
Boi comum: R$ 340,00.
Boi China : R$ 340,00.
Média: R$ 340,00.
Vaca : R$ 320,00.
Novilha: R$ 330,00.
Escalas : oito dias.
MATO GROSSO DO SUL:
Boi comum: R$ 345,00.
Boi China : R$ 345,00.
Média: R$ 345,00.
Vaca : R$ 320,00.
Novilha: R$ 330,00.
Escalas : seis dias.
MATO GROSSO:
Boi comum: R$ 330,00.
Boi China : R$ 330,00.
Média: R$ 330,00.
Vaca : R$ 310,00.
Novilha: R$ 320,00.
Escalas : sete dias.

GOIÁS:
Boi comum: R$ 340,00.
Boi China/Europa : R$ 340,00.
Média: R$ 340,00.
Vaca : R$ 320,00.
Novilha: R$ 330,00.
Escalas : seis dias.
TOCANTINS:
Boi comum: R $ 340,00 .
Boi China : R$ 340,00.
Média: R$ 340,00.
Vaca : R$ 320,00.
Novilha: R$ 325,00.
Escalas : seis dias.
PARÁ:
Boi comum: R$ 340,00.
Boi China : R$ 340,00.
Média: R$ 340,00.
Vaca : R$ 320,00.
Novilha: R$ 325,00.
Escalas : cinco dias.
RONDÔNIA:
Boi: R$ 335,00.
Vaca : R$ 310,00.
Novilha: R$ 315,00.
Escalas : nove dias.

MARANHÃO:
Boi: R$ 340,00.
Vaca : R$ 320,00.
Novilha: R$ 325,00.
Escalas : sete.
PARANÁ:
Boi: R$ 360,00.
Vaca : R$ 335,00.
Novilha: R$ 345,00.
Escalas : seis dias.
Preços brutos do “boi-China” nesta quarta-feira (2/9), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria:
SÃO PAULO: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo)
MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 338,00/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo)
MATO GROSSO: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo)
MATO GROSSO DO SUL: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo)
GOIÁS: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo)
PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 345,50/@ (à vista) R$ 350,50/@ e (prazo)
PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo)
RONDÔNIA: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo)
ESPÍRITO SANTO: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo)
TOCANTINS: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo)
PARANÁ: R$ 355,50/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo)












