Boi gordo: frigoríficos compram menos, mas arroba segue firme
Contratos com confinadores ajudam frigoríficos a preencher as escalas e reduzem a necessidade de compras no mercado spot. Ouça a análise do Bom Dia do Boi CEPEA desta quarta-feira (2/9).
Confira a íntegra da edição desta quarta-feira (2/9) do Bom Dia do Boi CEPEA:
Contratos reduzem necessidade de compras de boi gordo no mercado spot
O mercado do boi gordo iniciou setembro com predomínio de estabilidade e preços firmes, apesar da baixa liquidez. O ritmo mais lento das negociações está relacionado, principalmente, à menor necessidade de compras dos frigoríficos no mercado spot, já que contratos firmados anteriormente com confinadores têm ajudado a garantir o abastecimento das escalas de abate.
Com parte dos animais já contratada, sobra um volume menor para ser adquirido nas negociações do dia a dia. Esse cenário tem reduzido a movimentação do mercado, mas, diante da oferta restrita, os negócios realizados têm sido suficientes para manter as cotações firmes, com apenas alguns reajustes pontuais.
As escalas de abate variam conforme o nível de abastecimento das indústrias. Parte dos frigoríficos trabalha com programações entre sete e 14 dias, enquanto unidades mais abastecidas por contratos relatam escalas de 14 a 16 dias.
Em Cáceres (MT), a disponibilidade de animais permaneceu restrita, sustentando os preços do boi gordo entre R$ 320 e R$ 325/@. As escalas de abate variaram de quatro a nove dias.
Em São Paulo, a liquidez melhorou em relação à segunda-feira (31/8), mas os negócios continuaram concentrados entre R$ 340 e R$ 345/@. Alguns pecuaristas permaneceram resistentes a esses patamares e pediram valores acima de R$ 350/@. O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ registrou média de R$ 346/@ à vista nesta terça-feira (1/9).
Oferta curta eleva preços do boi magro
No mercado de reposição, a equipe do CEPEA relata dificuldade na aquisição de boi magro para engorda. A baixa disponibilidade de animais e os preços mais elevados têm dificultado as compras, em um momento de firmeza nas cotações da categoria.
Nesta terça-feira (1/9), o boi magro em São Paulo teve média de R$ 4.385,57 por cabeça, acumulando alta de 0,53% entre 25 de agosto e 1º de setembro.
Vendas fracas pressionam preços da carne bovina
No atacado da Grande São Paulo, o mercado da carne bovina registrou leve recuo nos preços. As vendas permaneceram enfraquecidas, enquanto a firmeza da arroba do boi gordo tem ajudado a limitar quedas mais acentuadas nas cotações da carne.
A carcaça casada de boi registrou média de R$ 23,99/kg à vista nesta terça-feira (1/9). O desempenho das vendas segue no radar dos frigoríficos e pode influenciar a necessidade de compras de animais no mercado spot

Cotações do boi gordo – 1/9/26
Confira os preços da arroba no levantamento diário da Agrifatto e da Scot Consultoria
Veja abaixo as cotações do boi gordo desta terça-feira (1/9), conforme levantamento diário da Agrifatto:
SÃO PAULO:
Boi comum: R$ 345,00.
Boi China : R$ 345,00.
Média: R$ 345,00.
Vaca: R$ 320,00.
Novilha: R$ 330,00.
Escalas: seis dias.
MINAS GERAIS:
Boi comum: R$ 335,00.
Boi China: R$ 335,00.
Média: R$ 335,00.
Vaca: R$ 315,00.
Novilha: R$ 325,00.
Escalas: seis dias.

MATO GROSSO DO SUL:
Boi comum: R$ 345,00.
Boi China: R$ 345,00.
Média: R$ 345,00.
Vaca: R$ 320,00.
Novilha: R$ 330,00.
Escalas: seis dias.
MATO GROSSO:
Boi comum: R$ 330,00.
Boi China: R$ 330,00.
Média: R$ 330,00.
Vaca: R$ 310,00.
Novilha: R$ 320,00.
Escalas: sete dias.
GOIÁS:
Boi comum: R$ 335,00.
Boi China/Europa: R$ 335,00.
Média: R$ 335,00.
Vaca: R$ 315,00.
Novilha: R$ 325,00.
Escalas: seis dias.

TOCANTINS:
Boi comum: R$ 340,00.
Boi China: R$ 340,00.
Média: R$ 340,00.
Vaca: R$ 320,00.
Novilha: R$ 325,00.
Escalas: seis dias.
PARÁ:
Boi comum: R$ 340,00.
Boi China: R$ 340,00.
Média: R$ 340,00.
Vaca: R$ 320,00.
Novilha: R$ 325,00.
Escalas: seis dias.
RONDÔNIA:
Boi: R$ 335,00.
Vaca: R$ 310,00.
Novilha: R$ 315,00.
Escalas: oito dias.

MARANHÃO:
Boi: R$ 340,00.
Vaca: R$ 320,00.
Novilha: R$ 325,00.
Escalas: sete.
PARANÁ:
Boi: R$ 355,00
Vaca: R$ 330,00
Novilha: R$ 340,00
Escalas: seis dias.
Preços brutos do “boi-China” nesta terça-feira (1/9), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria:
SÃO PAULO: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo)
MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo)
MATO GROSSO: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo)
MATO GROSSO DO SUL: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo)
GOIÁS: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo)
PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 345,50/@ (à vista) R$ 350,50/@ e (prazo)
PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo)
RONDÔNIA: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo)
ESPÍRITO SANTO: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo)
TOCANTINS: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo)
PARANÁ: R$ 358,50/@ (à vista) e R$ 363,00/@ (prazo)












