Brasil e Angola avançam em acordo para o agronegócio
Apesar do avanço, o projeto ainda não foi concluído
Apesar do avanço, o projeto ainda não foi concluído - Foto: Pixabay
A aproximação entre Brasil e Angola no agronegócio entrou em uma nova etapa, com a preparação de um protocolo voltado a investimentos produtivos no campo. A iniciativa busca ampliar a presença de empresas brasileiras no país africano, mas a liberação do financiamento ainda depende da conclusão de acordos comerciais em negociação.
Durante o Encontro Empresarial Angola-Brasil 2026, em Luanda, o secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Ministério das Relações Exteriores, Alex Giacomelli, informou que a proposta do Programa de Investimento Produtivo Agropecuário Brasil-Angola deverá ser assinada em breve. Segundo ele, Angola dispõe de mais de 30 milhões de hectares de terras aráveis.
O governo angolano já colocou à disposição uma área de 800 mil hectares para a instalação de empresários brasileiros. A estrutura financeira prevista para o projeto reúne BNDES, com 45% dos recursos, B-B-PROEX, com 23%, BDA, com 5%, FDESA, com 17%, e produtores, responsáveis pelos 10% restantes.
Apesar do avanço, o projeto ainda não foi concluído. O ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Isaac dos Anjos, já havia demonstrado insatisfação com a demora para que a iniciativa saísse do papel.

O diretor administrativo de Supply Chain Management do BNDES, André Taveira, informou que as negociações continuam e que alguns acordos comerciais precisam ser finalizados antes de o financiamento entrar em vigor.
A embaixadora do Brasil em Angola, Eugénia Barthlmess, avaliou que as conversas estão próximas do fim e descartou a existência de entraves ao projeto. Para ela, a missão empresarial brasileira demonstra o interesse do setor privado em ampliar parcerias, negócios e investimentos no país africano.












