Produtores aumentam venda de milho safrinha em julho
No Brasil, os preços quase não mudaram nesta semana
Foto: Divulgação
O preço do milho voltou a subir na Bolsa de Chicago (CBOT) na semana entre 17 e 23 de julho. Na quinta-feira (23), o valor fechou em US$ 4,64 por bushel, contra US$ 4,41 na semana anterior. A alta acontece por causa do clima seco nos Estados Unidos e das guerras na Europa e no Oriente Médio, que também fizeram o preço do trigo disparar e puxaram o milho junto.
Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), a lavoura de milho nos Estados Unidos segue em boa condição, mesmo com o clima seco e quente. De acordo com dados do USDA repassados pela CEEMA, até 19 de julho apenas 9% das lavouras estavam em situação ruim. Outras 24% estavam regulares e 67% estavam em boa ou ótima condição.

No Brasil, os preços quase não mudaram nesta semana, mas as vendas estão mais fortes que no mesmo período do ano passado. Os produtores aumentaram a venda do milho da segunda safra, conhecido como safrinha, na segunda quinzena de julho. Segundo a CEEMA, a saca de milho seguiu custando R$ 58,00 nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul. No restante do país, o preço variou entre R$ 44,00 e R$ 62,50 por saca. Na Bolsa de Valores B3, o milho para entrega em setembro chegou a R$ 70,11 por saca, o de janeiro de 2027 a R$ 76,58, o de março de 2027 a R$ 77,73 e o de maio de 2027 a R$ 76,82.
A colheita da segunda safra, porém, está mais lenta que no ano passado. De acordo com a CEEMA, até 16 de julho a colheita no Centro-Sul do país havia chegado a 49% da área plantada, contra 55% no mesmo período do ano anterior. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que, até 17 de julho, a colheita em todo o país estava em 49,8%, abaixo da média histórica de 56,7%. Os estados que mais avançaram foram Mato Grosso, com 79,8% da área colhida, seguido por Tocantins (73%), Maranhão (70%) e Piauí (58%).
Nas exportações, o Brasil vendeu 786.705 toneladas de milho nos 13 primeiros dias úteis de julho, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) repassados pela CEEMA. Esse volume representa uma média diária 42,8% menor que a de todo o mês de julho do ano passado. Por outro lado, o preço médio recebido por tonelada de milho exportado subiu 4,5%, passando de US$ 205,20 em 2025 para US$ 214,40 neste ano.














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