MILHO: compradores aguardam preços mais atrativos
Mercado começa a voltar as atenções para a safra de verão 2026/27
O milho continua negociado em níveis elevados em grande parte das regiões produtoras brasileiras, em meio a uma oferta mais restrita por parte dos vendedores e ao avanço das cotações internacionais. Segundo o Cepea, o mercado também acompanha as incertezas sobre os possíveis efeitos do El Niño na temporada 2026/27, que já começou a ser semeada no Sul do País.
Mesmo com a colheita da segunda safra próxima do fim, produtores têm evitado colocar grandes volumes à venda. De acordo com o Cepea, essa postura reduz a disponibilidade de lotes para negociação e contribui para a sustentação dos preços no mercado interno. O comportamento das cotações no exterior também favorece esse cenário. Segundo o Centro de Pesquisas, a valorização internacional aumenta a paridade de exportação e oferece suporte adicional aos valores praticados no Brasil.



A força do movimento de alta, porém, encontra resistência entre os compradores. Parte desses agentes tem priorizado o consumo de volumes adquiridos antecipadamente, evitando novas compras nos patamares atuais. Segundo pesquisadores do Cepea, esses compradores trabalham com a possibilidade de uma oferta maior nas próximas semanas. A avaliação considera fatores como armazéns cheios, necessidade de pagamento de dívidas e o ritmo mais fraco das exportações brasileiras nesta temporada, condições que podem aumentar a necessidade de venda por parte dos produtores.
Ao mesmo tempo, o mercado começa a voltar as atenções para a safra de verão 2026/27. A semeadura já foi iniciada no Sul do Brasil, e o Rio Grande do Sul pode registrar aumento na área destinada ao milho. De acordo com o Cepea, mesmo diante das preocupações climáticas, parte dos produtores decidiu ampliar o espaço do cereal como forma de diversificar a produção e reduzir a exposição aos riscos relacionados a outras culturas, entre elas a soja.












