Choques climáticos e guerras sobem preços dos alimentos no mundo em agosto, afirma FAO

Os preços mundiais dos alimentos registraram alta no mês de agosto, impulsionados por condições climáticas adversas e interrupções no fornecimento nas regiões do Oriente Médio e do Mar Negro, informou FAO.

Choques climáticos e guerras sobem preços dos alimentos no mundo em agosto, afirma FAO
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Os preços mundiais dos alimentos registraram alta no mês de agosto, impulsionados por condições climáticas adversas e interrupções no fornecimento nas regiões do Oriente Médio e do Mar Negro, informou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O índice de preços de alimentos da FAO — que monitora uma cesta de commodities agrícolas comercializadas globalmente — atingiu uma média de 133,3 pontos no oitavo mês de 2026. O resultado representa um avanço de 1,9% em relação ao nível de julho e uma alta de 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo aumentos generalizados em todas as categorias analisadas. "Choques climáticostensões geopolíticas e gargalos na logística de comércio global estão convergindo para restringir as expectativas de oferta", afirmou o economista-chefe da FAO, Máximo Torero.

No segmento de proteínas e derivados, os laticínios registraram a primeira alta em quatro meses, sustentados por menor oferta de leite e forte demanda na Europa. A carne também avançou no período, refletindo a valorização das aves no Brasil e da carne suína na Europa, que compensaram o recuo nos preços da carne bovina decorrente do acesso restrito a mercados asiáticos chave.

O açúcar liderou as altistas ao disparar 11,9% no mês, atingindo o maior patamar desde junho de 2025, impulsionado pelo clima seco na União Europeia, impactos do fenômeno El Niño na Ásia, menor produção no Centro-Sul do Brasil e pela liberação de importações isentas de impostos na Índia. Paralelamente, os cereais subiram 2,2% devido aos entraves no escoamento do trigo pelo Mar Negro e à seca no Cinturão do Milho dos EUA, enquanto os óleos vegetais alcançaram o maior nível desde junho de 2022, puxados pelo óleo de palma e de soja.

As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela equipe MilkPoint.